Bruce, Clark e Diana. Respectivamente Batman, Superman e Mulher Maravilha. Os três pilares da DC Comics, a trindade. Por serem os mais reconhecidos e mais influentes, há uma responsabilidade maior em ser eles, e uma repercussão maior em seus atos. Eles sabem que tem o poder de moldar o mundo à sua maneira, da forma que o enxergam, portanto, tem que se manter sempre a um patamar mais elevado, sendo um exemplo, dando um exemplo, e para isso, teoricamente não podem matar.

Mas sabemos que há momentos que não há escolha e tem que cruzar essa linha, sujando suas mãos com o sangue de uns para salvar outros.

Elenquei aqui as 10 vezes que a Mulher Maravilha teve que matar para salvar alguém ou a si mesma. Não está em ordem cronológica e há mais vezes, mas selecionei as 10 da minha preferência.


Deimos, Filho de Ares (Mulher Maravilha V2 #5)

No início das Hqs da Mulher Maravilha pós crise, temos uma Diana inexperiente na cultura inglesa e com receio do que as pessoas daqui podem achar dela. Depois de ter feito alguns aliados na sua vitória sobre Ares (primeiro arco desse volume), seus filhos Deimos e Fobos, vem tentar terminar o que seu pai não fez, e então levam Diana e seus aliados para outra dimensão. Enquanto Steve, Etta, Julia e Matthew lutam contra seus próprios medos, desencadeados por Fobos, Diana é envolvida nas barbas em formato de cobras de Deimos, e sendo picada e quase sufocada, ela é obrigada a tomar uma medida drástica, ela atira sua Tiara de Athena contra o pescoço do Deus menor, decapitando sua cabeça instantaneamente, para que ela pudesse não ser morta.

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Mera (FlashPoint – Mulher Maravilha e as fúrias #2)

Uma das mais violentas versões da Mulher Maravilha nas Hq’s sem dúvida. Quando o Imperador Aquaman propõe a Diana que retomem a aliança que tinham anteriormente, Themyscira é atacada e Diana acha que é obra dos Atlantis, sem querer saber de explicações, ela e suas fúrias partem para cima deles, declarando-os inimigos. No meio do combate, surge Mera, que anteriormente havia sido uma das maiores amigas de Diana e entra em combate com ela, afirmando que ela traiu Atlântida e Arthur, Diana então, não aceitando ser contrariada, corta a cabeça de Mera com sua espada, e se apossa de seu elmo, como uma lembrança de que a guerra traz perdas a todos.

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Batman (Superman/Batman #15)

É apresentado uma linha do tempo alternativa em que o Batman e o Superman foram adotados por três vilões cruéis, e o resultado disso: transformaram a terra numa tirania. Nessa linha do tempo, os vilões acabaram com a Liga antes que ela pudesse ser formada, desfazendo tudo que iria acontecer para que Hal, John (Caçador de Marte), Flash e Aquaman não viessem a ser heróis, mas cometeram um grande erro ao deixar a Mulher Maravilha fora dessa ideia. Como resultado, Tio Sam, Mulher Maravilha e mais alguns aliados, seguem para tentar derrotar a tirania dos gêmeos Hitler (é assim que o Arqueiro Verde se refere a Batman e Superman), e a Mulher Maravilha consegue enfiar a espada no peito do Batman, fazendo com que ele morra. Desesperado pela morte do irmão, Superman acaba o vingando a enforcando com seu próprio laço. Eventualmente a linha do tempo é consertada, e isso nunca existiu.

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Vários Demônios (Action Comics #761)

Mulher Maravilha e Superman foram transportados por Thor até Valhalla, para ajudá-lo a exterminar o exército de Vrgtsmyth. Ao chegar lá, Diana antes de ouvir o que o Deus nórdico tinha a dizer, matou um demônio. Então ficou para lutar a guerra deles e Clark se manteve junto a sua amiga, prometendo não matar nenhum demônio, pois eram seres pensantes e isso iria contra seus princípios. A guerra durou quase 1000 anos, e em todos os dias desse milênio, Diana matava milhares de demônios, até que a guerra acabou. Não dá pra calcular em números o tanto que a Diana matou nesses mil anos, mas fica em algo entre 350 milhões até cerca de 780 milhões de demônios. Quando a guerra acabou, retornaram para casa e não havia passado muitos dias, o tempo dos Deuses correm de forma diferente do nosso.

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Asquith Randolph – O mago branco (Wonder Woman v2 #100)

Nessa fase, Diana passava por uma de suas piores humilhações, havia perdido  o manto que tanto amava, ela não podia mais ser a Mulher Maravilha. Foi realizado um novo concurso e sua mãe sabotou, fazendo com que sua amiga Artemis assumisse o manto. Diana não desistiu de lutar pela justiça, não podendo mais ser a Mulher Maravilha, ela fundou um escritório de investigação e seguiu ajudando as pessoas, até que entrou em conflito com o Mago Branco (ele já era seu inimigo antigo e a tinha deixado perdida no espaço por muito tempo), agora ele estava mais poderoso, havia feito um pacto para obter mais poder.  Ao ver Artemis, em estado terminal no chão, Diana entrou num estado de fúria e descontou nele tudo que ela havia sentido nos últimos meses (a perda de seu manto, a perda de amigos, seu conflito com sua mãe) bateu com tanta força no Mago Branco, até explodir, resultando em sua morte.

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Tritão, Filho de Poseidon (Wonder Woman v2 #163)

Uma saga que infelizmente nunca foi publicada no Brasil, mas que merecia ser lida por todos. Depois de descobrir que Triton orquestrou um ataque comando por Arraia Negra a um barco matando as Amazonas presentes pelo fato da Mulher Maravilha ser adorada pelos deuses e ele não, a nossa campeã do Olimpo, enchida de uma fúria cega, se une a Aquaman para acabar com isso de uma vez por todas. Aquaman acaba a impedindo de matar o Arraia Negra, mas isso não faz com que ela seja tão branda com Tritão, que foi quem orquestrou o ataque, então ela quebra o seu pescoço sem nenhum remorso. Depois ainda ganha as condolências de próprio Poseidon por ter matado seu filho.

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Nêmese (Novíssima Mulher Maravilha v3 #614)

Quando uma Deusa meche com as Morrigan e tenta modificar toda uma realidade para tornar a Mulher Maravilha uma delas, quase derrota e mata Diana, usando seus inimigos e amigos contra ela, nem tudo consegue sair como o esperado. Um dos inimigos da Mulher Maravilha, Dr. Psycho, consegue enxergar essa distorção da realidade e mostra para Diana o seu verdadeiro eu. O plano de Nêmese dá errado, e não conseguindo mais manipular as pessoas contra a princesa de Themyscira, ela mesma se vê obrigada a entrar num embate contra a mesma, que o resultado seria a morte de uma, e Diana leva a melhor. Mas no fundo, sempre foi um plano de Nêmese, matar ou ser morta pela princesa, para que o seu fardo (que era a incansável vontade e obrigação de assassinar deuses) passasse a diante.

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Ares Deus da Guerra (Mulher Maravilha N52 #23)

Um dos melhores arcos (se não o melhor) da Mulher Maravilha nos novos 52. Quando o primeiro filho de Hera e Zeus que foi descartado ao nascimento (pela profecia grega, se ele vivesse, destruiria o Olimpo, só que ele não morreu ao ser descartado) quer tomar o Olimpo, Diana une suas forças ao seu antigo mestre nas artes da batalha, Ares e tentam impedi-lo. A fúria do primogênito era tamanha, que ele aniquilou os exércitos de Ares em pouco tempo. Então os deuses entram numa batalha mortal, e seguindo a mitologia grega, quem mata um Deus grego, recebe o seu o poder, antes que o Primogênito pudesse matar Ares e se tornasse o novo Deus da Guerra, aumentando o seu poder que já era enorme, Diana se vê obrigada a atravessar ambos com uma lança, se tornando a nova deusa da guerra, e impedindo o Primogênito de destruir todo o panteão grego.

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Medusa (Mulher Maravilha v2 #210)

Após ser ressuscitada por suas irmãs usando Circe para que isso fosse realizado,  Medusa resolve fazer um plano de vingança contra Atena. E o que seria melhor para sua vingança contra a Deusa, do que matar a sua querida campeã? Então Medusa começa o ataque. Petrificando pessoas próximas a princesa e outras mais para chamar sua atenção, até que elas começam um embate. Medusa sendo esperta, pede que essa luta seja na arena de Ares, com as regras dos gregos (quando é feita a luta na arena, só se pode sair quando há uma morte entre os dois combatentes). Sem pensar duas vezes, Diana aceita a luta na arena que é transmitida ao vivo para todo o mundo e se prepara pro combate. Armada até os dentes, Medusa começa a ter vantagem sobre a amazona, até que ela retira o elmo da cabeça de Diana, forçando que Diana a olhe para petrificá-la, e então descobre que Diana lutou com uma venda nos olhos o tempo todo. Ela consegue tirar a venda da Diana, e para não cair na tentação de olhá-la, Diana usa o próprio veneno de Medusa para se cegar e então decepa a cabeça da grega sem dor nem piedade. Ela segue cega por uns arcos posteriores. E sim, essa é a melhor história da princesa amazona.

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Maxwell Lord (Mulher Maravilha v2 #219)

Essa merece o primeiro lugar. Quando se fala de DC Comics, não tem como esquecer esse assassinato.

Max Lord era um empresário que formou a Liga da Justiça Internacional e por algum tempo pensou que ele fosse um dos mocinhos, depois foi revelado que não. Max usou seus poderes de controle de mente e começou um plano para matar todos os super heróis do planeta, tanto que assassinou Ted (o besouro azul) com um tiro na cabeça). Ao conseguir exercer controle no Superman e fazer com que ele e Mulher Maravilha brigassem, ela conseguiu tirar o Superman momentaneamente de batalha e foi para a fonte de todo o mal, o próprio Max. Usando o laço da verdade nele, Diana descobriu que mesmo que se Max fosse preso, a influência dele sobre o Superman ia existir e ele ia obrigar Kal a fazer coisas horríveis, a única forma de livrar Kal de seu controle era matá-lo, e foi o que Diana fez, quebrou o seu pescoço sem nem demonstrar remorso. Depois disso, até mesmo seus amigos começaram a tratá-la como se fosse um monstro, ignorando que ela fez aquilo para salvar o amigo e outras pessoas que corriam risco caso ele ficasse na influência de Max, e se afastou da Liga da Justiça, voltando para a saga Crise Final.

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Ela é ou não é literalmente O Rolo Compressor Amazônico? Já dizia a própria: “Tudo bem em matar um monstro mitológico, que a aparência é diferente da deles, mas é errado matar um deles que era mais monstruoso que todas as pessoas que já enfrentei”.